Pacientes com hipertensão pulmonar e baixa atividade física podem ter menores chances de sobrevida

Segundo o estudo “Os níveis de atividade física são baixos em pacientes com hipertensão pulmonar”, publicados nos Annals of Translational Medicine, os pacientes com hipertensão pulmonar têm tão pouco exercício diário que suas chances de sobrevivência são reduzidas.

Diretrizes internacionais recomendam que todos os adultos devem ter pelo menos 2 horas e 30 minutos por semana de exercícios moderados, ou pelo menos 75 minutos por semana de exercícios vigorosos, para alcançar a saúde ideal.

Há muito poucos dados disponíveis sobre as taxas de atividade física em pacientes com hipertensão pulmonar, uma doença que é comumente associada à baixa atividade física devido à redução da capacidade pulmonar.

Os pesquisadores objetivaram avaliar os níveis de exercício nesses pacientes através de acelerometria em 75 pacientes espanhóis com hipertensão pulmonar (48 anos, em média) e 107 controles de gênero e idade.

Acelerômetros são dispositivos que medem acelerações, uma maneira de avaliar os níveis de atividade física.

No estudo, os participantes tiveram que usar acelerômetros enquanto estavam acordados por um mínimo de 5 dias e por 10 horas por dia. Os pesquisadores descobriram que a frequência de atividade física vigorosa foi muito baixa tanto no grupo com hipertensão pulmonar quanto no controle, sem diferenças significativas.

No entanto, todos os outros dados do acelerômetro foram significativamente diferentes entre pacientes e controles. Pacientes com hipertensão pulmonar apresentaram níveis muito mais baixos de atividade física e mais tempo de inatividade. Além disso, mais pessoas no grupo HAP não cumpriram as diretrizes internacionais sobre atividade física em comparação com o grupo controle.

Os resultados mostraram que a atividade física, especialmente o exercício moderado-vigoroso, coloca os pacientes em uma melhor sobrevida ou categoria de “baixo risco” de acordo com os resultados do teste de distância de caminhada de seis minutos (uma medida da capacidade de exercício) e equivalente ventilatório para o dióxido de carbono (em referência à proporção do volume de ar que ventila os pulmões para o volume de dióxido de carbono produzido).

“Em uma relativamente grande coorte representativa de pacientes com hipertensão pulmonar (representando cerca de 15% da população total de pacientes espanhóis), menos de dois terços dos pacientes preencheram o nível mínimo recomendado de atividade física e não cumprimento dessas normas foi associado a um perfil de risco mais alto”, escreveram os pesquisadores.

Com base nos resultados, a equipe concluiu que “a atividade física diária é reduzida em pacientes com hipertensão pulmonar, freqüentemente a um nível que pode diminuir suas chances de sobrevivência”.

A equipe enfatizou que devem ser feitos esforços para promover a atividade física nesses pacientes.

Com informações da Pulmonary Hypertension News

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