Eles desenvolvem a possível cura para a fibrose pulmonar

O Grupo Telomerasa e Telomerasa do Centro Nacional de Pesquisas Oncológicas (CNIO) conseguiu reverter um modelo de fibrose pulmonar idiopática em camundongos, através de uma terapia genética que alonga os telômeros.

O encurtamento dos telômeros é um indicador do envelhecimento do organismo, de modo que Maria A. Blasco, investigadora principal do estudo, enfatiza que “é a primeira vez que o tratamento da fibrose pulmonar é tratado como uma doença associada à idade, procurando rejuvenescer os tecidos afetados”.

“O aspecto mais relevante do nosso trabalho é que sugere uma solução potencialmente viável e eficaz para um verdadeiro problema clínico, fibrose pulmonar, que até agora não possui tratamento curativo”, afirma Paula Martínez, co-autora do artigo. “Nossa terapia é baseada na correção da causa molecular da fibrose pulmonar em pacientes com telômeros curtos, introduzindo nas células do tecido pulmonar danificado a única enzima capaz de alongar os telômeros, a telomerase”.

Os telômeros curtos estão associados ao envelhecimento – com mais idade do organismo, mais divisões celulares e mais encurtamento telomérico – e também com várias doenças como a fibrose pulmonar, uma doença sem tratamento e potencialmente letal que afeta cerca de 8 mil pessoas na Espanha e que é contado como uma das causas da hipertensão pulmonar secundária.

Os pacientes com esta doença têm telômeros curtos, quer a fibrose pulmonar seja ou não hereditária. A explicação mais provável é que quando os telômeros se tornam muito curtos, o dano na célula ativa um “programa de reparo” que induz a formação de cicatrizes e a fibrose.

O contexto deste trabalho é a hipótese de que as doenças associadas ao envelhecimento podem ser tratadas atacando os processos celulares de envelhecimento, como o encurtamento de telômeros.

Com informações do Diario Médico

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